
Encontrar uma casa pode ser uma verdadeira aventura, cheia de altos e baixos, surpresas e momentos de desespero. Seja para comprar ou arrendar, o processo é uma montanha-russa de emoções e decisões difíceis. Aqui estão algumas das fases que passei nessa jornada:
- Vaguear pelas ruas à procura de sinais.🛣️
Tudo começa com aquele passeio “inocente” pelas ruas da cidade, mas rapidamente se transforma numa missão. Comecei a percorrer ruas específicas repetidamente, olhando atentamente para qualquer sinal de “Vende-se”, “Arrenda-se” ou até se alguma planta mudou. Depois de algum tempo, na minha cabeças só pensava se os moradores me iam denunciar à policia e me chamavam “aquela que está sempre aqui a passar” enquanto jantavam… “Se calhar é melhor mudar de estratégia…”, foi o único pensamento válido que me ocorreu.
- Grupos de Facebook : O Novo Mercado Imobiliário
Os grupos de Facebook dedicados à venda e arrendamento de casas tornaram-se o novo mercado imobiliário. Passei horas a fazer scroll📱, a clicar em cada link que parece promissor e a enviar mensagens privadas sim porque nunca dão detalhes é sempre um manda mensagem ou liga…. A esperança de encontrar a casa dos nossos sonhos – ou, pelo menos, uma que não exija vender um rim.
- O Mar 🌊 é a Única Opção!
À medida que a procura se intensifica e o desespero aumenta, começei a expandir o raio de busca. “E se for mais a norte? E a sul? E se tentar o centro? Ou no interior?”… As perguntas multiplicam-se e as dúvidas também, reparei que provavelmente a solução mais fazível é o mar, um barquito 🛶 pequenito.
- A redução ao ridículo
Com o orçamento apertado, comecei a fazer compromissos. “E se tirar a garagem? Talvez não precise de tantos quartos… ou até de casa de banho?” A lista de sacrifícios cresce, até ao ponto de ponderar coisas que nunca imaginei. Mas, no final, será que consigo viver sem tudo aquilo que considerava essencial? – isto tornou-se na coisa mais importante, lista📋 de coisas que gostava de encontrar e que são indispensáveis!!!
- Tiny houses
Na tentativa de encontrar algo acessível e funcional, comecei a considerar alternativas criativas, como as “tiny houses”. A ideia de viver num espaço pequeno, mas eficiente, começou a parecer atraente. Mas será que estou realmente preparados para uma vida TÃO minimalista, onde cada centímetro quadrado conta? A verdade é que as tiny houses são adoráveis, mas talvez como segunda casa, como primeira ainda não me sinto preparada porque precisava de um terreno, e não vão acreditar os terrenos são….exato caríssimos(!!!) principalmente perto das cidades/litoral onde quero viver. Talvez como segunda casa no Gerês, um plano para o futuro.
- E perguntar 10000000 vezes: E Arrendar?
Arrendar parece ser a solução mais simples e provavelmente a correcta para a maioria das pessoas. MAS “E os cães? Nem os amigos os aceitam, quanto mais um senhorio!” De repente, o arrendamento deixou de ser uma opção tão viável. Entre cauções, garantias, e os preços altos e a impossibilidade de ter os cães 🐕. questionei e questionei se esta não era a solução… e voltei a questionar.
No final de tudo, percebi que é preciso ter uma mente aberta durante esta busca. Até uma casa num parque de campismo vi no idealista! Quem diria que a procura me levaria a considerar todas as opções possíveis e até a conhecer coisas que nem sabia que existiam? Uma jornada realmente interessante de conhecimento do mundo e principalmente de mim mesmo, muitas horas investidas a pensar 💭 o que “é melhor e mais importante para mim”. Afinal, o importante é encontrarmos um lugar que possamos chamar de lar, seja ele numa rua movimentada, num parque de campismo, ou até num barco.
Com carinho,
Ana
